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Importada de Irati

Juro que eu não sabia que ali na Gastão Câmara tem uma das melhores padarias de Curitiba. Ontem fui conferir um evento da Moageira Irati – indústria paranaense de originação de grãos e fabricação de farinhas – que organizou um bate-papo com o sócio-proprietário da empresa e presidente da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), Marcelo Vosnika. Também participando os proprietários da La Panoteca Slow Bakery, Oscar Luzardo e Claudine de Sá Botelho, onde fomos recepcionados. O tema do encontro foi “A importância da farinha de trigo no processo de produção do pão paranaense”. Como eu sou padeira de fim de semana aqui em casa, estava mega interessada no assunto. Os organizadores passaram pra nós a ideia de resgatar a produção de pães feitos com insumos regionais e incentivar a produção de um pão genuinamente paranaense – sem a farinha importada, por exemplo. A Moageira lançou a farinha de trigo premium “Importada de Irati – A farinha da Casa” (tipo 1 e integral). “O propósito dessa linha de farinha é incentivar e resgatar as tradições de ‘fazer pão em casa’, trazidas pelos imigrantes que chegaram ao Paraná no séculos XIX e XX. Para isso, buscou-se um produto sem aditivos e o qual se pode dizer que é 100% paranaense. Inclusive, o próprio nome da farinha é uma brincadeira na qual dizemos que não se precisa de uma importada, a de Irati é suficiente”, afirmou Vosnika.

Muita gente está ligada em assuntos gastronômicos e a cada dia mais pessoas se tornam adeptos de forno e fogão. O Oscar Luzardo, um uruguaio super simpático, disse que a produção de pães tem seguido a mesma tendência. “Aos poucos queremos recuperar os métodos de produção e hábitos de consumo de pão com valor cultural e incentivar a produção de um pão paranaense legítimo”. Ele lançou na noitada o livro “Panifesto – À procura do pão paranaense”, onde registra um manifesto a favor da retomada da produção artesanal de pães.

Luzardo afirma que para que o pão possa ser considerado legitimamente regional, é preciso que toda a cadeia de produção seja local. “E é isso o que a Moageira Irati nos oferece com a linha de farinhas ‘Importada de Irati’. O produto é inteiramente rastreado. Ou seja, é possível saber de qual região, qual produtor, que tipo de trigo, de onde veio, os processos de produção dos grãos, todos os seus índices, laudos técnicos, enfim, tudo o que diz respeito ao processo inclusive de moagem. Todos rigorosamente controlados”, explica. Há mais de 20 anos a Moageira Irati incetiva a produção de trigo na região dos Campos Gerais, dando sustentação econômica ao triticultor.

Nessa mesma direção, o Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria do Estado do Paraná (SIPCEP) tem investido, nos últimos dois anos, em cursos de capacitação que visam à implementação dessa cultura artesanal de pães nas padarias do estado. “O Paraná é o maior produtor de trigo do País, temos tudo o que precisamos aqui. Por isso, caminhamos na mesma direção dessa tendência mundial. E, para isso, é preciso que os interessados entendam o processo de produção do pão artesanal, que é mais lento e demanda investimento e logística diferenciados”, explicou o presidente do SIPCEP, Vilson Felipe Borgmann. O Marcelo Vosnika é casado com minha queridíssima Juliana Vosnika, diretora presidente do MON, que estava lá prestigiando o maridão (foto 01). Casal proprietários da Panoteca Claudineia Botelho e Oscar Luzardo (foto 2). A noite foi celebrada com vinhos da loja Empório 4 Estações, da empresaria Yeda Chipon (foto 3)

A farinha de trigo premium “Importada de Irati – A farinha da Casa”, é vendida na La Panoteca Slow Bakery (Rua Gastão Câmara, 384 – Bigorrilho | Curitiba-PR), em dois exemplares (tipo 1 e integral), em uma embalagem de 1 Kg, no valor de R$ 9,50. O objetivo é que o produto, em breve, esteja presente também em armazéns e empórios de Curitiba. O livro “Panifesto – À procura do pão paranaense” também está à venda na La Panoteca, o valor do exemplar é de R$ 44,90.

#gastronomia